quarta-feira, 22 de agosto de 2007

De volta de férias :DD

(Peço adiantadamente desculpa pela extensão do post, mas tenho mesmo muitas coisas para contar)

Sei qe não tenho sido exactamente o qe se poderia de chamar “assídua”, mas tenhamos em causa qe a culpa não foi minha. A culpa é das duas semanas obrigatórias qe tenho de passar em casa do meu pai e da semana de campismo qe se seguiu.

As duas semanas em casa do meu pai foram o degredo. Oh pah, tudo bem, eu adoro os meus meios-irmãos e tudo (qe só são meus irmãos da parte do pai), mas eles esgotam a paciência de uma adolescente em três dias (como é qe eu consegui aguentar duas semanas sem me pôr a arrancar os meus próprios cabelos é qe eu nunca entenderei)!
O mais velho, o João Tiago (a qem eu chamo de Janeca) tem cinco anos e está todo orgulhoso qe este ano vai começar o primeiro ano de escolaridade. Já tem a mochila pronta (é do Spider-man), os caderninhos todos com autocolantes com o nome dele e o estojo, no qual eu “graffitei” JT (“graffitei” entre aspas, porqe eu não tenho muito jeito para a coisa. Fiz o qe pude. Ele gostou – vê-se qe ainda é uma criança e não percebe nada de graffitis xD). Está todo contente e vangloria-se todo qe já vai pá escola, já é um menino crescido, etc etc etc. Eu só lhe digo: “nem sabes o qe te espera, rapaz. Daqi a 9 anos, a gente fala”. O meu pai aconselhou-me a não os assutar com histórias sobre a escola, então eu guardei as minhas experiências da primária para quando ele fosse trabalhar. O meu irmão estremeceu com as minhas insistências qe os “queixinhas” levam pancada e para não chatear os do 4º ano, mas continua todo contente qe vai aprender a ler e a fazer contas.
O meu outro irmão, qe ainda tem dois anos, disse há pouco tempo pela primeira vez a palavra “mana” e já nomeia toda a gente daqela parte da família, inclusive ele próprio (ele é João Francisco, no entanto, eu chamo-lhe Quiquito. Ele não se importa – por enquanto). São muito qeridos e fofos e etc e tal, mas quando um começa a chorar porqe o outro lhe tirou o brinqedo, ou quando um qer ver o Canal Panda e o outro qer ver o Nickelodeon, uma pessoa começa a desesperar.
Às sete da manhã, muito calmamente, dirigem-se os dois ao meu quarto e pedem-me um copo de água. Como se os pais não estivessem no quarto ao lado! Mas pronto, lá dou uma volta na cama e digo-lhes para me deixarem em paz, qe, porra, estou em férias e tenho direito ao meu descanço e qe se é para acordar às sete da matina, mais valia continuar em aulas. Eles saiem do quarto a chorar qe “a mana é má” e lá se vai a minha manhã.
Mas pronto, “boys will be boys” (qe, para os qe não sabem inglês, é tipo “os rapazes hão-de ser rapazes”) e lá os tenho de aturar pois, verdade seja dita, eles são as coisas mais lindas qe já caminharam à face da terra (e aqi estou a ser completamente imparcial!).

:D

A semana de campismo foi mesmo isso: uma semana de campismo. Na Galiza.

Ou seja, sem telemóveis (aqi a culpa foi mesmo minha, sem qerer deixei cair o telemóvel na água), sem Internet (porqe a Zapp não funciona em Espanha), a dormir no chão, a ir à praia todos os dias, a jogar às cartas à luz da lanterna, a fazer uma fogueira e a cantar músicas portuguesas para chatear os nossos vizinhos da tenda ao lado, qe eram espanhóis, a comer comida enlatada e fria, a alugar bicicletas e a lamentar não ter levado os patins. Ficou tudo muito mais interessante quando a minha mãe fez a excelente decisão de fechar o carro com as chaves lá dentro numa sexta-feira à noite e ficámos até segunda de manhã sem poder ir ao carro (que era onde estava a comida, o dinheiro, a roupa, etc). Se não fosse aqui a Abelhinha, qe POR ACASO, tinha 100 euros qe me tinha dado o meu pai (os quais eu ia usar para comprar um MP3 novo, e ainda vou), teríamos sido obrigados a ir cantar pó meio da rua a pedir esmola. O qe provavelmente não iria resultar, já qe, apesar da minha voz ser digna dum musical da Broadway, a voz do Agostinho não é extactamente o se poderia chamar de harmoniosa.
Bem, mas lá chamámos um gajinho qe nos veio abrir o carro (as minhas insistências de qe “é possíver abrir um carro fechado, ‘tou-vos a dizer!” lá os convenceu, mas os vizinhos ficaram a olhar um pouco de lado para mim e estacionaram o carro do outro lado do parqe) e lá me pagaram o dinheirinho todo qe eu gastei. Depois de três semanas longe da minha cidade natal (e também passo lá as Páscoas e os carnavais, mas ninguém se lembra disso, pois não?), ia dando em doida sem companhia adolescente, mas pronto, lá que me aguentei firme até voltar para o Porto, onde combinei no momento uma ida ao cinema com mais 7 amigos. As saudades que eu tinha das brincadeiras de mau gosto dos adolescentes masculinos e dos mexericos sobre a Jertudes Antónia e o Damácio Josefino das adolescentes femininas!

Bem, acabou-se o post qe fala das minhas férias (já vos aborreci o suficiente).

Beijinho,
Abelhinha

PS: Internet, ai como senti a tua falta, Internet!

1 comentário:

Juanita disse...

os irmãos mais novos são sempre fofos... quando são pequeninos... depois crescem e transformam-se nos rapazes da tua turma! Isso não é bom (à excepção se eles forem o daniel ou o luis :P - não digas à sandra), por isso ensina-os bem! :D